por Bruna Sonast
Nesses tempos em que a violência, a
intolerância, o preconceito e o desamor ganham destaque na íntegra, nos
símbolos, nas telas, nas ruas, nas casas vizinhas e, por vezes, até em casa
nossa, pairando como a maldição banalizada de um show de horrores infinito,
como não ler e escrever poemas de amor?
Quando há um atropelo de sensações
que chegam em muitas velocidades de dentro para fora e de fora para dentro,
transformando o sentir também em medo, em dor, em tabu, em anomalia e em tantas
coisas mais que se misturam, feito curso interrompido de quem já nem consegue
parar e sentir, qual a importância de ler e escrever poemas de amor?
Se o afeto afeta a gente, bicho que
sente em profundo, em raso, em quase afetação. Assim, na pele, na palavra, na
calmaria, na intensidade, na espera e na chegada, por que não ler e escrever
poemas de amor?
Quando sentir se faz potência, e tudo
que movimenta se torna imprescindível, deslocando a gente pelas andanças do
viver como quem diz "eu te amo" na chegada, na partida e em cada
recomeço, é tempo de ler e escrever poemas de amor?
mal dito coração se propõe a bombear
os (des)encontros que perpassam o sentir em suas tantas possibilidades, como
flecha que toma rumo ao atravessar, ao abrir, ao fechar feridas, ao cutucar
cicatrizes e ao arranhar a pele. Como quem olha e diz, em meio a um sorriso
profano:
"Vulgar
e comum é não morrer de amor".
E
é por isso que os poemas de amor se escrevem. E é por isso que os poemas de
amor são lidos.
Informações sobre o Livro:
Link para acessar a campanha de financiamento coletivo: clica aqui
mal dito coração de Bruna
Sonast - 104 páginas / 13x19cm.
Selo Editorial Mirada
Capa e Ilustrações: Jéssica Lourença.
Design e Diagramação:
Rebeka Samyrra.
Coordenação Editorial:
Taciana Oliveira.
Orelha: Ma Njanu.
Prefácio: Lais Eutália.
Posfácio: Argentina
Castro.
Contatos:
E-mail: brunasonast77@gmail.com
Instagram: @bsonast
* Título do álbum musical, lançado em 1985, do cantor e compositor brasileiro