por Leo Barth__
Som-rato e outros poemas
Namorando um cadáver vivo
Tão vivo como o sorriso que pensava ver
Meus braços ressuscitaram em energia
De tal forma que seus cabelos brilharam como fogo morto
O meu fogo
Os cuidados
Camadas de pães
Olhos de sangue frio
Gargalhava
O sorriso sempre presente em minhas partes
É a minha suprema obra enquanto cativo e que não destrói tudo
Mas olhos vivos mais vivos que os meus
Loucuras amargas superadas em camisas-de-força em catedrais
Forca
Crânio levemente adiantado agigantado
Seu castelo peças de fogões
poetizava meu sexo de forma doce
Já nem sangrava
Luz do poste semáforo único que dizia- ande
Destruição salvação
A rosa era simplesmente pura
E não embriagava jamais
Arco de casa de pau e barro
Eu estava feliz como um porco branco \de asas
Ao coral dos insetos sertanejos
Pós-pós
Sopapo repetição
Vontade
Falta de vergonha ao corrimão sensitivo
Abraçar-se: